quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Mudança de espaço do Copianço

“Estamos mais independentes”, foi o objetivo do Copianço na mudança de espaço, afirma Gonçalo Leitão, empregado da loja. O novo espaço abriu dia 21 de novembro e conta com uma dimensão maior e mais serviços.

Gonçalo Leitão diz que o principal motivo da mudança de espaço “foi o conforto dos clientes e alargar a oferta de serviços da nossa loja”. Continua afirmando que têm um objetivo: “ficarmos cada vez mais a depender só de nós no sentido dos serviços para ter uma resposta ao cliente mais rápida e mais económica”.

A loja conta com espaços em Santarém e em Lisboa e o empregado assegura: “estamos a evoluir e acreditamos que podemos ter algum sucesso aqui em Abrantes”.

Quanto ao feedback dos clientes, estes apontam um defeito ao novo espaço: “Dizem que a loja está um bocado mais fria”, na qual Gonçalo Leitão explica: “ainda não acabámos a decoração da loja”. Completa afirmando que esse problema ficará resolvido o mais rapidamente possível.

A loja continuará a oferecer o melhor serviço aos clientes e agora com o novo espaço espera poder evoluir mais um pouco.

Joana Jerónimo, 80581

Cuca Roseta em Abrantes

“Saber que nós somos acarinhados em algum sítio, algum lugar, também nos faz querer dar o nosso melhor”, afirma a fadista Cuca Roseta antes do seu concerto no Cine Teatro São Pedro de Abrantes no dia 27 de novembro, sexta-feira.

Foi a primeira vez da artista em Abrantes embora confesse: “É um sítio de que gosto muito e onde passava férias quando era nova”. Durante o concerto manifestou o seu gosto pela região afirmando: “É uma cidade lindíssima ” e que nunca se iria esquecer do concerto.

Já tinha cantado em todas as terras dos arredores e diz: “era dos únicos sítios que ainda não tinha vindo do país”. Já tinha a casa cheia há algum tempo e Cuca assegura: “Demonstra que as pessoas estavam felizes por nos receber aqui e isso deixa-me uma responsabilidade grande”.

Casa cheia que demonstra que os abrantinos são apreciadores do estilo musical declarado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade em 2011.

“Os nossos fados têm que estar muito ligados àquilo que nós sentimos no momento para passarmos essa emoção que o fado exige”, afirma a fadista que completa: “Normalmente um fadista não costuma ter um alinhamento fixo como os outros artistas, porque nós cantamos muito consoante o nosso humor”.

Para o concerto escolheu um alinhamento que lhe estava mais a apetecer cantar e acrescenta que adorava cá voltar sempre e que estava muito feliz por ser a primeira vez que ali cantava.
O concerto incluiu temas do início da sua carreira e do seu terceiro álbum, “Riû”, lançado em 2015.

Joana Jerónimo, 80581

Abertura Solene das aulas no IPT

“Temos que começar a refletir, já, sobre o que está a acontecer à nossa volta e os seus reflexos nos próximos 30 anos no Instituto Politécnico de Tomar”, foi uma das ideias que marcou o discurso de Eugénio Pina de Almeida, presidente do IPT (Instituto Politécnico de Tomar), na cerimónia de Abertura Solene do Ano Letivo 2016/2017.

O IPT comemora este ano 30 anos de existência e o presidente da instituição aproveitou a Sessão Solene para fazer um balanço dos sucessos e dos desafios do Instituto. Foi no dia 16 de novembro, quarta-feira, que a sessão se realizou, contando com a presença de vários convidados.

“O Instituto Politécnico de Tomar foi dos primeiros a procurar adaptar-se em conformidade. E fê-lo apostando em novas ofertas formativas, alterando a sua estrutura de gestão,  criando uma rede de formação tecnológica regional e ficando a pertencer ao primeiro grupo de instituições de ensino superior que criaram os TESP – Curso de Técnico Superior Profissional”, afirma Eugénio Pina de Almeida referindo-se ao facto do Instituto Politécnico ser pequeno.

Defende ainda que um Politécnico não fica atrás das universidades: “Tem uma dimensão mais humana, é um ensino mais profissionalizado, com uma orientação de oferta formativa que serve os empregadores da região, nas áreas em que o IPT consegue ser excelente”.

Foi anunciada pelo representante do Ministro do Ensino Técnico e Profissional, da Formação Qualificante e do Emprego da Republica do Congo, Gil Galacho, a chegada de 50 alunos vindos da República do Congo, na sequência de um protocolo que foi estabelecido entre o IPT e o Congo. Gil Galacho referiu ainda que os alunos já deveriam ter chegado mas, devido a problemas com os vistos, não foi possível, chegando assim na semana seguinte.

A cerimónia terminou com uma entrega de prémios aos colaboradores que contam com 25 anos de serviço ao IPT.

Joana Jerónimo, 80581

Alunos da ESTA visitam Museu das Comunicações e NewsMuseum

Os alunos da licenciatura em Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) foram até Lisboa para uma visita de estudo ao Museu das Comunicações e ao NewsMuseum. Irene Vale, aluna de 2ºano de Comunicação Social, do perfil Jornalismo, retém: “Acabamos por aprender coisas que se calhar na faculdade nunca íamos aprender”.

Foi no dia 09 de Novembro que os alunos foram a Lisboa e a Sintra numa visita de estudo de para ficarem a conhecer um pouco mais do mundo da comunicação. O dia começou em Lisboa, de manhã, no Museu das Comunicações. Os alunos tiveram oportunidade de fazer uma viagem no tempo e recuar até à “criação” da comunicação, fazendo um percurso até aos dias de hoje.

Pela tarde os alunos foram até Sintra, ao NewsMuseum, onde tiveram oportunidade de ser pivôs, de ler um comunicado num estúdio de rádio dos anos 70, experimentar uns óculos de realidade virtual e ainda ver um pequeno filme a 360º, além da explicação sobre a história das notícias que lhes foi dada ao longo do museu.

“ Aprendi muitas coisas sobre a rádio, sobre a televisão e a imprensa”, afirma Irene Vale que completa: “ A visita só me deu mais certezas de que é isto que quero”.

Também Miguel Lopes, aluno de 3ºano de Comunicação Social – Jornalismo, afirma: “este tipo de visitas é sempre importante para nós, alunos de comunicação social. Ajudam-nos a entender como tudo aconteceu e como tudo surgiu. Desde a comunicação pré-histórica até aos dias de hoje”. Acrescenta ainda : “Tornam-nos cultos no que toca ao nosso futuro posto de trabalho, o que nos ajuda imenso”.  

Assim como a aluna de 2º ano, Miguel Lopes diz que foi o segundo museu que se salientou: “O NewsMuseum foi o que mais se destacou, não só pela sua interatividade mas também porque nos mostrou o real impacto que as notícias tiveram e têm no mundo”.

Uma visita de estudo que ajudou os alunos a perceberem que estão no caminho certo e que o “mundo” para o qual estão a entrar é gigante.

Joana Jerónimo, 80581

II Feira do Emprego e Empreendedorismo

A Feira do Emprego e Empreendedorismo contou com uma segunda edição (a primeira realizou-se em 2015) e Paula Henriques, coordenadora do Projeto CLDS 3G, gerido pelo CRIA (Centro de Recuperação e Integração de Abrantes), afirma que esta edição foi necessária “tendo em conta que há ainda uma grande panóplia de pessoas desempregadas ”.

Foi nos dias 4 e 5 de novembro que se realizou a II Feira do Emprego e Empreendedorismo no edifício sede da TagusValley, em Alferrarede. A Feira contou com a realização de vários Workshops tais como: “Motivação para a Flexibilidade e Adaptação Profissional”, “Empreendedorismo Feminino” e “Desmistificar a Empregabilidade em Pessoas com Deficiência/ Incapacidade”. Além dos Workshops contou com a presença de alguns stands com ofertas de emprego ou formações, onde a ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes - participou.

Paula Henriques afirma: “ Temos tido uma aderência bastante grande e esperemos que futuramente possamos dar continuidade e possamos dar resposta quer em termos de ofertas formativas, quer ofertas de emprego”. O projeto clds 3G, que organizou a Feira, é um programa que tem como objetivo promover a inclusão social dos cidadãos através de diversas ações. “Nós temos um Eixo, o Eixo 1, que remete para qualificação, emprego e formação e nós temos um plano de ação feito com base no diagnóstico das necessidades do concelho de Abrantes”, completa a coordenadora.

Uma forma de ajudar as pessoas em situação de desemprego é mostrar que o CRIA está ao dispor para acompanhar as pessoas: “Nós fazemos também um atendimento descentralizado, temos os gabinetes de emprego e empregabilidade em que as pessoas também fazem inscrições, nós fazemos acompanhamento às pessoas, nas juntas de freguesia, na sede que é no CRIA e damos algumas competências, ajudamos a fazer currículos, atas de apresentação, como realizar uma entrevista”, expressa Paula Henriques.


A coordenadora finaliza afirmando que o CRIA utilizou todos os meios de comunicação alcançáveis de forma a convidar as pessoas a visitar o espaço: “Algumas entidades nós contactámos pessoalmente, outras mandámos por e-mail, pelas redes sociais, também ligámos para estarem presentes as pessoas em situação de desemprego, os folhetos também, a divulgação nos supermercados com panfletos e a rádio”. 

Joana Jerónimo, 80581

“À Mesa com Azeite ”, Mostra Gastronómica volta a Vila Nova da Barquinha

Está de volta às mesas dos restaurantes de Vila Nova da Barquinha a 16ª edição de “À Mesa com Azeite”. A mostra, afirma Pérsio Basso, Técnico Superior (Gabinete de Informação e Relações Públicas): “Pretende lembrar a tradição da produção do azeite no concelho, através da degustação de iguarias confecionadas com este precioso e saudável produto”.

Uma prova que começou no dia 5 de novembro e acaba dia 4 de dezembro e que conta com a participação de onze restaurantes: Almourol (Tancos), Carroça (Limeiras, Praia do Ribatejo), Chico (Praia do Ribetejo), Recanto da Barquinha (V.N. Barquinha), Ribeirinho (V.N. Barquinha), Soltejo (V.N. Barquinha), STOP (Atalaia), Tasca com Arte (Cardal, V.N. Barquinha), Tasquinha da Adélia (V.N. Barquinha), Tasquinha da Aringa (Praia do Ribatejo) e Trindade (V.N. Barquinha). Pérsio Basso declara: “Para o futuro estamos a estudar a hipótese de fazer parceria com produtores de azeite, além dos restaurantes, que este ano aderiram em número recorde (onze).”

“O formato da mostra tem-se mantido inalterado ao longo dos 16 anos, pois tem demonstrado ser uma fórmula de sucesso, ano após ano”, afirma o Técnico Superior que completa: “O feedback dos restaurantes é sempre muito positivo, registando um aumento considerável das refeições servidas, quer nesta quer noutras iniciativas semelhantes como o “Mês do Sável e da Lampreia”, outra mostra anual com bastante sucesso”.

O concelho de Vila Nova da Barquinha é uma marca gastronómica e pretende atrair mais visitantes com eventos deste tipo. Antigamente a olivicultura tinha uma grande importância para a economia deste território, onde no brasão de armas do concelho “figuram duas oliveiras ”, diz Pérsio Basso. Portanto a mostra é para preservar as memórias e sendo assim “nada melhor do que fazê-lo à mesa”, completa.


O Técnico Superior conclui: “Este evento cria oportunidades para que a restauração do concelho de Vila Nova da Barquinha possa demonstrar a sua qualidade, ganhando clientes para o resto do ano”. Remata ainda: “Vila Nova da Barquinha é decididamente um destino gastronómico”.

Joana Jerónimo,80581

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Abrantes: Um centro estratégico": Concerto da Banda Sinfónica do Exército

Enquanto se afinam os instrumentos e se tomam as posições devidas, ouve-se o ruido das conversas entre famílias e conhecidos. Entre trombones, clarinetes, violoncelos, saxofones e muitos mais, o público aguarda ansiosamente pelo começo do que promete ser uma grande noite de música.
Herdeira das mais antigas tradições musicais do Exército Português, a Banda Sinfónica do Exército (BSE) realizou um concerto, no passado dia 7 de outubro, no Cineteatro de S. Pedro, integrado no congresso “Abrantes, um centro estratégico”.
O maestro atual da Banda Sinfónica do Exército, tenente Artur Cardoso, garante que é uma mais valia o facto de a maior parte dos seus músicos terem formação musical em instituições civis, como por exemplo a Escola Superior de Música de Lisboa, o Conservatório Nacional, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa entre outras escolas de música e grupos musicais de formação e estilos vários. “Atualmente sinto-me privilegiado, pois só me aparecem músicos que realmente tiveram uma formação muito sólida em todas essas escolas.”
De acordo com o maestro, no seu começo, a banda contava com cerca de 70 elementos. Neste momento conta com 81, apesar das entradas e saídas dos últimos tempos.
Para ele faz todo o sentido que este concerto seja integrado nas comemorações do centenário de Abrantes afirmando que “a Banda Sinfónica do Exército preza aprofundar a cultura musical portuguesa e não só porque, hoje em dia, somos influenciados pelo mundo, por outros países, por outras composições, é possível hoje acontecer isso. Portanto, claro que faz todo o significado nós participarmos no centenário.”
Tendo já atuado em Abrantes anteriormente, as duas principais diferenças que Artur Cardoso aponta são que, “na última vez que a Banda atuou em Abrantes, eu não era o maestro”, sendo esse o primeiro “ponto”, e “atualmente temos músicos com mais qualidade, mais bem formados, assim como os maestros. O Exército é pioneiro na formação de maestros. Até agora a formação de maestros era um bocadinho por carolice, isto é, quem percebia alguma coisa de direção conseguia fazer uma carreira como maestro. Agora já não, hoje há cursos mesmo dedicados, em Portugal, à direção. Portanto como há uns certos fatores académicos que potenciam mais, a Banda está num caminho de crescimento”.
Artur Cardoso afirma veemente que a “credibilidade da Banda é intocável, porque todos os músicos são profissionais, são músicos que fazem o seu papel muito bem feito”. Questionado sobre o facto de a BSE ter atuado no Palácio de Belém, a 12 de março de 2016, na presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que “, para nós, foi um orgulho poder estar na casa do Presidente da República, porque ele é o Comandante Supremo das Forças Armadas, portanto ele é o nosso comandante.” Tal como a Banda Sinfónica do Exército, estiveram também presentes nesta cerimónia as bandas da Armada, da Força Aérea e do Exército.
Para Maria Azevedo, aluna da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e natural da Madeira, esta “foi a primeira vez” que assistiu a um concerto deste género pois, segundo ela, “na Madeira não costumamos ter este tipo de concertos”. Com grande entusiasmo afirma que gostou muito e que “adorei todas as partes e mais algumas”. Na sua opinião, “toda a gente devia apreciar este tipo de música pois é rara e, normalmente, as pessoas costumam gostar de outro tipo de música”, acrescentando que” acho que deveriam fazer muitos mais concertos deste género.”
Para Joana Jerónimo, natural de Torres Vedras e também aluna da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, este tipo de concertos não é novidade pois “já tinha ouvido uma banda sinfónica, mas nada a ver com este género, isto é, nada tão grande, tão completo.” Na sua opinião, “enquadra-se muito bem nas comemorações e acho que deviam repetir mais eventos como este não só com a Banda Sinfónica do Exército, mas também com outras bandas sinfónicas com muito potencial”.
Instituída em 1988, por despacho de 25 de março do Chefe do Estado-maior do Exército, General Firmino Miguel, a Banda Sinfónica do Exército tem renovado o seu efetivo periodicamente através de concursos públicos, sendo as escolas de música civis o seu principal viveiro.

Funciona como Escola Prática de Música do Exército, ministrando cursos e estágios que visam essencialmente a formação e aperfeiçoamento dos militares músicos e clarins do Exército. A sua imagem reflete-se grandemente no seio da população civil, graças à ação dos seus músicos que de forma superior espelham a sua formação.


Rafaela Lucas